Mais 100 militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul foram enviados ao Pantanal para realizar forças-tarefas no combate aos incêndios florestais.

No local, já tem 185 oficiais trabalhando para que as chamas sejam controladas. Com os novos militares, 630 pessoas já foram enviadas para Corumbá nesses últimos 83 dias da operação Hefesto, tendo início em junho.

Além disso, foram enviadas mais duas aeronaves, totalizando oito até o momento.

Atualmente as chamas estão concentradas na Serra do Amolar, região difícil de acesso, onde só se chega de barco, avião ou helicóptero. O trabalho também será realizado nas regiões do Paiaguás, Jatobá, Porto da Manga e Nabileque.

De acordo com o coronel Waldemir Moreira Júnior, assessor bombeiro militar da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), em todo o ano o mês de setembro é o mais crítico, devido à seca.

“Estamos no final da temporada de seca, com ventos quentes que aumentam a velocidade da propagação dos incêndios. Nesses locais, as temperaturas variam entre 45ºC e 50ºC. Isso tudo faz o fogo se propagar rápido”, explicou.

O trabalho desenvolvido já gerou resultados. Os focos de calor, de janeiro a setembro, são menores em comparação ao mesmo período do ano passado (-42,64%) e de 2019 (-30,89%). Neste ano foram registrados 3.150 focos.

Em relação à área queimada, a extensão destruída até o momento também é inferior a 2019 (-0,60%) e 2020 (16,69%). Neste ano, foram destruídos 778 mil hectares.

A operação do CBMMS, conta com o apoio da Marinha, Exército, Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Defesa Civil, polícias civil e ambiental.

Seca

O Pantanal vive uma das piores secas de sua história, com uma média de chuva 40% menor do que no mesmo período dos anos anteriores.

Especialistas apontam que a estiagem e a geada dos últimos meses têm sido elementos determinantes para o aumento de incêndios florestais e urbanos e podem fazer com que a devastação causada pelo fogo demore muito para ser completamente recuperada no local.

Sem previsão de chuvas significativas pelo menos até outubro, a situação é preocupante e tende a piorar nos próximos meses.

Cerca de 4,6 bilhões de animais foram afetados e pelo menos 10 milhões morreram.

 

FONTE: CORREIO DO ESTADO