Mesmo com milhares de pessoas sem tomar ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19 em Mato Grosso do Sul, o estado não irá adotar medidas que obriguem a vacinação.

Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e presidente do comitê gestor do Prosseguir, Eduardo Riedel, o governo “respeita a liberdade individual das pessoas”.

“Eu acho que a medida que a gente tem tomado é o entendimento de que todos devem tomar a vacina: ‘População do MS tomem a vacina”, “Ah eu não quero’. ‘Ok, respeitamos a liberdade indivudal as pessoas'”, disse Riedel, nesta quinta-feira (2).

Ainda segundo o secretário, o volume de vacinados no Estado é expressivo e reflexo da conscientização de que a vacina surte efeito.

“A gente pede que a população tome a vacina, mas eu não acho qu haja necessidade de qualquer medida coercitiva, obrigação. A gente respeita as pessoas. A gente pede, solicita para as pessoas tomem a vacina para proteger a si ao próximo”, afirmou.

Sobre o chamado passaporte da vacinação, que é a exigência do comprovante de vacinação para entrada em eventos, Riedel afirmou que deve ser decisão dos organizadores, e não do governo.

Conforme o secretário, a medida é interessante, mas precisa ser avaliada como se daria na prática.

Ele afirmou ainda que o avanço na vacinação dá segurança e tranquilidade em relação à situação pandêmica e que or protocolos de biossegurança continuarão sendo exigidos para a realização de eventos.

“Os exemplos que tiveram no mundo de show, de grandes aglomerações, com passaporte após a vacinação, são eventos testes que foram chamados para conhecer a realidade dessa situação. A partir do momento que o estado esta evoluindo muito bem a vacinação, isso vai dando tranquilidade”, afirmou.

Para atingir a imunidade coletiva, com 75% das pessoas vacinadas, ainda são necessárias mais de 99 mil pessoas tomarem a primeira dose de algum imunizante no Estado.

Ao contrário do afirmado por Riedel, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse ontem ao Correio do Estado que o governo estuda implantar o passaporte da vacina.

“Estamos discutindo isso, ainda é uma questão que precisa de consenso, estamos alinhando com todos os municípios. É um assunto em construção”, declarou.

A exemplo do Estado, Campo Grande também não tem medidas obrigatórias de vacina.

Para alcançar o público que ainda não tomou nenhuma dose, o Município adotou a vacinação itinerante, com equipes em bairros, mercados e terminais em busca dos não vacinados.

O passaporte, porém, é uma possibilidade, segundo a administração municipal.

“A adoção de um passaporte é uma possibilidade, porém carece de maior discussão entre todos os setores da sociedade, além de aprofundamento quanto à viabilidade legal”, disse a prefeitura em nota.

 

FONTE: CORREIO DO ESTADO